Dissertação: Dimensão Étnico Racial no Currículo dos Cursos de Licenciatura em Educação Física: a Perspectiva dos Docentes Formadores – Larise Piccinini

12/09/2017 12:46

OBJETIVO GERAL: Analisar os Projetos Pedagógicos dos Cursos de Educação Física na modalidade Licenciatura das Universidades/Faculdades do litoral de Santa Catarina, identificando os componentes curriculares, conteúdos e metodologias sobre a temática étnico racial e sua interdisciplinaridade nos componentes curriculares do curso.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Problematizar as questões étnico raciais no currículo de formação em Educação Física Licenciatura apontando algumas proposições teóricas por meio de revisão bibliográfica. Analisar os componentes curriculares dos cursos de Educação Física identificando os conteúdos que abordam as relações étnico raciais Identificar a metodologia de ensino e aprendizagem, a interdisciplinaridade e contextualização das temáticas étnico raciais com as culturas corporais de movimento dos componentes
curriculares. Conhecer a perspectiva dos docentes pensantes do currículo sobre a inserção dos conhecimentos com a temática étnico racial no currículo e sua importância para a formação do professor de Educação Física.

Dissertação: A LITERATURA INFANTIL E A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: UM ESTUDO SOBRE O ACERVO DO PROGRAMA NACIONAL BIBLIOTECA DA ESCOLA – Tatiana V. M. Bernardes

12/09/2017 12:45

OBJETIVO: 
A pesquisa pretende dialogar sobre a importância da literatura infantil de temática africana e afro-brasileira para os processos educativos a partir da análise dos acervos do Programa Nacional Biblioteca da Escola nos anos de 2008, 2010, 2012 e 2014, com a intenção de mapear e analisar tais acervos, por intermédio da visitação a três Instituições de Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis. E a partir do mapeamento, organizar uma categorização e classificação dos títulos, por meio de tabelas, quanto ao gênero literário incluindo os livros que abordam a temática africana e afro-brasileira ou contemplem personagens negras (os) nas suas ilustrações.

Projeto de Extensão: Resistência Negra em Santa Catarina – Joana C. dos Passos e Natacha Marques Cardoso

12/09/2017 12:45

OBJETIVO GERAL:
Contribuir com a difusão da história e cultura afro-catarinense, brasileira e africana, com o intuito de potencializar a implementação da Lei 10639/03 nos currículos escolares e acadêmicos
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Organizar um acervo digital público sobre a história do movimento negro em Santa Catarina.
Promover mostra documental itinerante, palestras (rodas de conversa) e sarau poético-musical, tendo como temática a história e cultura afro-brasileira e africana.
Participar de eventos com a finalidade de divulgar e socializar o trabalho realizado

Extensão: PROJETO TROCA DE SABERES:  CAPOEIRA E DANÇA POPULAR – Jô Capoeira

12/09/2017 12:43

OBJETIVOS:
Difundir a Capoeira, sua filosofia, história e fundamentos, enquanto manifestação cultural, para o rompimento do processo de descaracterização cultural que vem sofrendo.
Resgatar outras manifestações culturais, como as danças populares, especialmente as de origem afro-brasileira.
Promover a troca de saberes e fazeres entre as/os educadoras/es e  participantes do Grupo de Estudos ALTERITAS em relação à Capoeira e a Dança Popular.

Dissertação: A ARTE DE ENSINAR A CAPOEIRA, NA RODA E NA VIDA: Saberes e fazeres de Norival Moreira de Oliveira – Mestre Nô

12/09/2017 12:42

OBJETIVO GERAL: 
Analisar o modo de ensino da capoeira construído por Mestre Nô, de modo a levantar e caracterizar seus princípios didáticos, seus valores humanísticos, seus conhecimentos históricos, numa aproximação com elementos teóricos da pedagogia de Paulo Freire.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Registrar e compreender a trajetória de vida de Mestre Nô por meio de pesquisa biográfica.
Analisar, documentar e refletir as ideias e ações da prática pedagógica de Mestre Nô.
Relacionar elementos teóricos da Pedagogia de Paulo Freire com o ensino da capoeira.

GRUPOS DE ESTUDOS:

12/09/2017 12:40

1. Introdução ao pensamento de Frantz Fanon
2. Epistemologias do Sul

Objetivo: Discutir e aprofundar coletivamente abordagens teóricas que potencializem a compreensão sobre a questões da diferença, a partir dos estudos decoloniais.

“NEGRAS VOZES: ARTE, PRESENÇA E MEMÓRIA”

05/09/2017 14:49

“NEGRAS VOZES: ARTE, PRESENÇA E MEMÓRIA”
Proponente: Profa. Dra. Joana Célia dos Passos

Resumo: O presente projeto tem como objetivo contribuir com a difusão da cultura afro-brasileira e africana no universo da UFSC e em escolas públicas, com o intuito de potencializar a implementação da Lei 10639/03 nos currículos. A referida Lei estabelece a obrigatoriedade da história e cultura negra nos currículos escolares, inclusive nas universidades. Além disso, o projeto se propõem a contribuir com o fortalecimento da universidade como espaço intelectual, científico, educativo e político para a modificação do padrão desigual e discriminatório das relações étnico-raciais que ainda reverberam em seu interior. A difusão da história e cultura negra será realizada por meio de mostras documentais e oficinas temáticas e sarau musical.

1. INTRODUÇÃO

O NEGRAS VOZES, como tem sido chamado nasceu em 2015 de uma necessidade sentida por estudantes e professora, de possibilitar a visibilidade da presença negra intelectual e suas produções acadêmicas no âmbito do Centro de Ciências da Educação.
A intenção foi problematizar o pouco tratamento dado aos conhecimentos da cultura afro-brasileira e à produção de intelectuais negros nos currículos dos cursos de graduação, em especial, da Pedagogia.
Nos ancoramos em NOGUERA (2014, p. 27) para quem “a colonização implicou na desconstrução da estrutura social, reduzindo os saberes dos povos colonizados à categoria de crenças ou pseudos saberes sempre lidos a partir da perspectiva eurocêntrica”, para problematizar: intelectuais negros e negras fazem parte do currículo da Pedagogia? Como estudantes negros e negras se vêm frente a um currículo majoritariamente eurocêntrico? O que os/as estudantes sabem sobre a história e cultura afro-brasileira e africana? O que desejam saber? O que necessitam saber? Essas problematizações se originaram nas discussões que temos desenvolvido nas disciplinas: Organização dos processos educativos, Diferença, Estima e educação, no NADE Práticas educativas e relações étnico-raciais; e no Projeto de Extensão ACOLHER: acolhimento e inserção de estudantes cotistas na UFSC, que coordenamos. Daí a importância da articulação entre ensino-pesquisa e extensão.
Desafiadas a responder as problematizações construímos parcerias com professores/as, estudantes e servidores técnicos/as, e, também, com os grupos: LITERALISE/CED: Grupo de Pesquisa em Literatura Infanto e Juvenil; NUPRA/CFH: Núcleo de Pesquisa em Práticas Sociais, Relações Estéticas e Processos de Criação; NEN: Núcleo de Estudos Negros, PET Pedagogia/UFSC e realizamos no período de 04 a 27 de novembro um conjunto de atividades, para marcar o mês da Consciência Negra na UFSC.
A programação foi a seguinte:

DATA ATIVIDADES LOCAL HORÁRIO
04/11 EXPOSIÇÃO: A temática africana na literatura infantil de Rogério Andrade Barbosa – o reconto Hall do Bloco A/ CED 9h às 16h
PALESTRA: A temática africana na literatura infantil, com o escritor Rogério Andrade Barbosa Auditório do CED 14h
05/11 EXPOSIÇÃO de livros infantis (informativos e literários) e a temática africana e afro-brasileira Hall do Bloco A/ CED 9h às 16h
09 a 27/11 EXPOSIÇÃO NEGRAS VOZES: Intelectuais Negras e Negros Hall do CED Integral
18/11 MESA REDONDA:
Consciência Negra: o eurocentrismo e a branquitude no currículo
Lia Vainer Schucman – USP
Jeruse Romão – FEDERER Auditório do CED 14h às 18h
19/11 SARAU NEGRAS VOZES: apresentações musicais Hall Centro de Eventos 17h e 30 min.
24/11 NEGRAS VOZES: CONVERSA DANÇADA: Corpo, Espaço e Memória na Poética do Silêncio de M. NourbeSe Philip – Profa. Ida Mara Freire – Alteritas/Ufsc Auditório do CED 14:30h às 16h

A receptividade das atividades pela comunidade universitária e externa, e, os debates que ocorreram nas diferentes atividades, nos permitem, reafirmar juntamente com NOGUERA (2014, p. 23) que “o conhecimento é um elemento-chave na disputa e na manutenção da hegemonia”. O estabelecimento da exclusividade ocidental como referência para o debate intelectual e acadêmico institui uma “desigualdade epistemológica”, pois, define status, forma opinião e exclui uma quantidade indefinida de conhecimentos. Sendo assim, a universidade precisa possibilitar perspectivas várias sobre as ciências, principalmente nas licenciaturas.
A seguir apresentamos algumas das atividades realizadas:
a) EXPOSIÇÃO NEGRAS VOZES: Intelectuais Negras e Negros: eles/as fazem parte do nosso currículo?
O objetivo foi chamar a atenção do Curso de Pedagogia para a necessidade de adequação do currículo às Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico raciais e o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana. Foram selecionadas/os dezoito intelectuais brasileiros/as e estrangeiros/as de diferentes campos de conhecimento para compor essa mostra: educação, antropologia, sociologia, literatura, política, filosofia, psicologia, história, entre outras. A atividade exigiu que as estudantes realizassem uma breve pesquisa exploratória para definir quem selecionar, critérios e porque selecionar esses e não outros intelectuais. Esse momento foi de intenso mergulho nas biografias e obras selecionadas. De um lado a fotografia e no verso um breve currículo e suas principais obras.


Os/As visitantes foram convidados/as a registrar a presença e suas impressões, mas deixaram muito mais: a expectativa de que a exposição seja itinerante nos espaços da própria UFSC e nas escolas, que traga outras personalidades negras, etc., e, que assim, possibilite o acesso a conhecimentos ainda pouco valorizados pela academia. A reprodução das fotos e obras, bem como os demais materiais utilizados foram financiados pela Coordenadora do projeto.

b) MESA REDONDA: Consciência Negra: o eurocentrismo e a branquitude no currículo, com a participação de Lia Vainer Schucman – USP e Jeruse Romão – FEDERER.
As palestrantes convidadas discutiram os conceitos “eurocentrismo, branquitude e currículo” numa perspectiva histórica, chamando a atenção para a descolonização cultural que embora esteja em marcha, encontra fortemente a oposição do racismo.

Um público bastante significativo nessa atividade, explicita o desejo e necessidade dessas discussões pela comunidade universitária da UFSC. Mais de 200 pessoas compareceram e assinaram a lista de presença.

c) SARAU NEGRAS VOZES: apresentações musicais: reuniu estudantes e servidores/as técnicos/as e professores/as da UFSC no dia 21 de novembro, entre 17 e 19 hs no hall do Centro de Eventos.

d) NEGRAS VOZES: CONVERSA DANÇADA: Corpo, Espaço e Memória na Poética do Silêncio de M. NourbeSe Philip – Profa. Ida Mara Freire – Alteritas/UFSC.
Na leitura dos ensaios e poemas de Marlene Nourbese Philip (1997), escritora afro-caribenha, e com a inspiração da dança Profa Ida Mara nos convidou a dançar a memória de centenas de africanos mortos/assassinados para que o proprietário recebesse o seguro do navio e da carga humana que carregava. Para ela, é preciso “resistir às amarras culturais hegemônicas, mas também para transcendê-las, criando possibilidades de escrita que vinculem a dinâmica da fala com a dinâmica da ação, compor um texto que se movimenta, ora como dança através do espaço, ora como uma canção ritmada pelo tempo, pois criar e dançar uma coreografia é uma forma de fazer história”.
A diversidade das atividades realizadas, bem como, a avaliação positiva destas pela equipe organizadora, parceiras/os e público participante, aliadas à necessidade dos cursos de graduação da UFSC atenderem à obrigatoriedade da Lei 10639/3 que institui a história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos, é que nos levam a submeter a presente proposta.

2. OBJETIVOS

2.1. Geral
Contribuir com a difusão da cultura afro-brasileira e africana no universo da UFSC e em escolas públicas, com o intuito de potencializar a implementação da Lei 10639/03 nos currículos. Além disso, o projeto se propõem a contribuir com o fortalecimento da universidade como espaço intelectual, científico, educativo e político para a modificação do padrão desigual e discriminatório das relações étnico-raciais que ainda reverberam em seu interior.

2.2. Específicos

– Organizar um acervo digital público sobre a história do movimento negro em Santa Catarina.
– Promover mostra documental itinerante, palestras (rodas de conversa) e sarau poético-musical, tendo como temática a história e cultura afro-brasileira e africana.
– Realizar formação de professores e estudantes sobre a história e cultura afro-brasileira e africana a partir do acervo construído.
– Contribuir com a formação artístico-cultural de estudantes, docentes e funcionários da UFSC e das escolas públicas envolvidas no projeto, em relação a história e cultura afro-brasileira e africana
– Participar de eventos com a finalidade de divulgar e socializar o trabalho realizado.

3. JUSTIFICATIVA

Em janeiro de 2016 a Lei Nº 10639 que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas de ensino fundamental e médio do país completou treze anos. Ao alterar os artigos 26-A e 79-B da LDB 9394/96, o Estado brasileiro admite a necessidade de tratar a diversidade étnico-racial para que as relações sociais sejam mais democráticas e plurais nas instituições educacionais e também na sociedade brasileira.
Após a aprovação da Lei 10.639/03 e dando prosseguimento às políticas de ações afirmativas na educação, o Conselho Nacional de Educação aprovou o Parecer Nº 03/2004 CNE/CP e a Resolução Nº 01/2004 CNE/CP, que regulamentam a Lei nº 10639/03, instituindo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro Brasileira e Africana. Em 2008, com a promulgação da Lei nº 11645/08, foi incluída a obrigatoriedade do estudo da história e cultura indígena nos currículos escolares. Desse modo, as Leis nº 10639/03 e nº 11645/08 se complementam e alteram a LDB de 1996, colocando o direito à educação e o direito à diversidade no mesmo patamar, como uma política afirmativa de Estado.
As ações dos sistemas de ensino, unidades escolares e professores para a educação das relações étnico-raciais e o ensino da história afro-brasileira e africana seguirão, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais, os seguintes princípios: a) Consciência política e histórica da diversidade; b) Fortalecimento de identidades e direitos; c) Ações educativas de combate ao racismo e as discriminações. Estes princípios orientam toda a organização do trabalho pedagógico escolar e, por conseguinte devem também orientar os cursos de formação inicial e continuada de professores.
No Art. 2º da Resolução Nº 1/2004, CNE/CP, estão explicitados como objetivos em relação à diversidade étnico-racial nas instituições educacionais brasileiras: “a divulgação e produção de conhecimentos, bem como de atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à pluralidade étnico-racial, tornando-os capazes de interagir e de negociar objetivos comuns que garantam, a todos, respeito aos direitos legais e valorização de identidade, na busca da consolidação da democracia brasileira”. Diz ainda, a mesma Resolução: “O Ensino da História e Culturas Afro Brasileira e Africana tem por objetivo o reconhecimento e valorização da identidade, história e cultura dos afro-brasileiros, bem como a garantia de reconhecimento e igualdade de valorização das raízes africanas da nação brasileira, ao lado das indígenas, europeias, asiáticas” (BRASIL, 2004).
Para orientar a implementação da política educacional em tela, o Ministério de Educação, em sintonia com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), pesquisadores, movimentos sociais e organizações da sociedade civil promoveu, em 2008, seminários regionais com o objetivo de construir o Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino da História e Cultura Afro Brasileira e Africana. Portanto, todas essas instituições têm compromisso público com a efetivação da política educacional em destaque. Além disso, as questões étnico-raciais são reiteradas no Documento Final da Conferência Nacional de Educação e também no Plano Nacional de Educação. Importante dizer sempre que os dispositivos jurídico-normativos em destaque são parte de uma luta intensa e sem trégua dos movimentos negros contra o racismo e pelo direito ao reconhecimento histórico e cultural.
Há explícita indicação da necessidade de articulação entre os sistemas de ensino, universidades, centros de pesquisa, Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros, escolas, comunidade e movimentos sociais, visando a formação de professores para a diversidade étnico-racial (BRASIL, 2004, p. 23). Indicam também, a inclusão da discussão da questão racial como parte integrante da matriz curricular de todos os cursos de graduação, bem como critério avaliativo das condições de funcionamento dos cursos, e de processos de formação continuada de professores, inclusive de docentes do ensino superior (BRASIL, 2004).
Às universidades é atribuída a função de identificar fontes de conhecimentos de origem africana, a fim de, serem selecionados conteúdos e procedimentos de ensino e aprendizagens e a disponibilizados de materiais e acervos relacionados à temática étnico-racial. O Parecer CNE/CP 03/2004 que visa regulamentar as Diretrizes estabelece que as Instituições de Ensino Superior precisarão providenciar:

Inclusão, respeitada a autonomia dos estabelecimentos do Ensino Superior, nos conteúdos de disciplinas e em atividades curriculares dos cursos que ministra, de Educação das Relações Étnico-Raciais, de conhecimentos de matriz africana e/ou que dizem respeito à população negra. Por exemplo: em Medicina, entre outras questões, estudo da anemia falciforme, da problemática da pressão alta; em Matemática, contribuições de raiz africana, identificadas e descritas pela Etno-Matemática; em Filosofia, estudo da filosofia tradicional africana e de contribuições de filósofos africanos e afrodescendentes da atualidade (BRASIL, 2004).

As normativas acima expostas mobilizam para uma análise que permita olhar para a universidade a partir de uma outra perspectiva, qual seja, a dos processos de implantação das ações afirmativas e suas adequações ao ambiente institucional acadêmico, considerando o tripé ensino-pesquisa-extensão. São novos sujeitos que entram em cena ao longo desses últimos 8 anos e com eles, outras histórias, culturas, estéticas, identidades e corporeidades, interferindo na cultura acadêmica da UFSC.
Desse modo, é que propomos o presente projeto que pode possibilitar à comunidade universitária vivências artístico-culturais sobre a história e cultura afro-brasileira e africana, além, de contribuir com o fortalecimento da universidade como espaço intelectual, científico, educativo e político para a modificação do padrão desigual e discriminatório das relações étnico-raciais que ainda reverberam em seu interior.

4. METODOLOGIA
Quatro ações se articulam e se complementam para compor o presente projeto. São elas:

a) Negras Vozes: história, memória e patrimônio do Movimento Negro de Santa Catarina.

De acordo com o Censo 2010 Santa Catarina possui 12% de população negra, o que o torna o estado mais branco da nação brasileira. Sendo assim, nossa proposta consiste em construir um acervo digital com a memória da luta antirracista em SC para preservação da história do Movimento Negro de Santa Catarina. Grande parte dos documentos e registros dessa história se encontram dispersos pelas organizações negras e já sofrem ações do tempo por ausência de recursos físicos, humanos e financeiros, para manutenção e disponibilização para consulta pública. Essa situação motiva a proposição em tela. Inicialmente será realizado um levantamento, seleção, classificação e catalogação dos principais documentos que registram a atuação do movimento negro em SC. No segundo momento, os documentos serão digitalizados e, por fim, disponibilizados para consulta pública, tanto digitalmente como em exposições ou mostras documentais, como a que segue:

b) Negras Vozes: Mostra documental temática: que consiste em organizar uma instalação, exposição ou mostra documental temática originária do acervo digital construído sobre aspectos da história e cultura afro-brasileira e africana: manifestações culturais, religiosidades, política, intelectuais negros e negras, territórios negros, entre outros. A mostra será realizada na UFSC e em escolas públicas onde realizamos o Projeto Acolher.

c) Negras Vozes: Sarau musical e poético: com o objetivo de divulgar obras e composições de artistas afro-brasileiros/será realizado um chamamento público e convites direcionados à comunidade universitária para músicos, musicistas, cantores/as, poetas, poetisas, atrizes e atores interessados em integrar a agenda do Sarau, que acontecerá periodicamente.

d) Palestra/Roda de conversa: Movimento Negro em Santa Catarina: histórias, personagens e ativismo no século XXI. O objetivo é estreitar as relações entre movimento negro e comunidade acadêmica.

5. PÚBLICO ALVO E IMPACTO COMUNITÁRIO
O público que o projeto pretende atingir é estudantes, professores e técnicos que atuam na UFSC e escolas públicas. O impacto comunitário tomo como referência as atividades realizadas em 2015 que aqui foram brevemente descritas, onde foi possível perceber a disposição e valorização do público para propostas como essa. Os retornos dados por estudantes, professores/as e técnicos/as com as solicitações para que a amostra circule pelas escolas públicas e espaços da UFSC explicitam a necessidade de saberes que extrapolem a visão ainda estereotipada que persiste sobre a população negra.

6. EXEQUIBILIDADE
A viabilidade do projeto se assegura pela trajetória comprometida e exitosa dos grupos que participarão dele, elencados abaixo, e, com as ações já realizadas com sucesso em 2015, descritas na introdução deste.

– Grupo de Pesquisa ALTERITAS: diferença, arte e educação, criado em 1996 está vinculado ao Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (CED/UFSC) e ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFSC). O Alteritas busca contribuir para discussão sobre a relação Diferença, Arte e Formação de Professores com vistas em valorizar a singularidade e promover o diálogo na pluralidade.
– O Núcleo Vida e Cuidado – NUVIC, criado em 2002, é um espaço interinstitucional vinculado ao Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (CED/UFSC) e ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFSC). O grupo, de escolha interdisciplinar, reúne pesquisadores e estudantes cujo interesse em comum é realizar estudos, pesquisas e ações de formação em torno da questão das violências.
– O Núcleo de Estudos Negros – NEN, organização do movimento negro de Santa Catarina, criado em 1996, desenvolve estudos e formulação de políticas públicas sobre relações raciais na sociedade brasileira, nos campos: educação, trabalho, desenvolvimento socioeconômico, comunidades negras rurais, justiça, direitos humanos e patrimônio afro-brasileiro.
Além disso, ao longo do ano participaremos de outros editais que permitam recursos financeiros para ampliar e consolidar o acervo de documental, bem como, viabilizar as atividades aqui propostas.

7. ARTICULAÇÃO COM ENSINO E PESQUISA

Todas as ações aqui propostas estão implicadas no ensino e na pesquisa. Quer seja porque se originam do espaço da sala de aula, como explicitado na introdução desse projeto; ou porque, para o desenvolvimento delas serão utilizados procedimentos metodológicos: levantamento, seleção, classificação e catalogação de documentos; seleção de intelectuais negros negras e suas obras para organização de mostras e exposições, etc. Além disso, o projeto está em consonância com a área de ensino e pesquisa da proponente e equipe. A esse exemplo, destaca-se o trabalho de conclusão de curso em execução que se propõe a analisar os conhecimentos sobre relações étnico-raciais no curso de Pedagogia.

8. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

Atividades Período
Oficina preparatória para bolsistas e voluntários do Projeto sobre o movimento negro em Santa Catarina Abril de 2016
Contato com organizações do movimento negro Abril de 2016
Abertura do Projeto com Sarau Poético e Musical e Mostra Intelectuais Negros e Negras Maio de 2016
Levantamento, seleção e catalogação de documentos nas organizações do movimento negro Abril a junho de 2016
Digitalização dos documentos Junho a setembro de 2016
Preparação dos documentos para a Mostra Setembro e outubro de 2016
Preparação de banners para apresentação na SEPEX Outubro de 2016
Apresentação dos primeiros documentos na SEPEX com Sarau Musical Poético 17 a 22 de outubro de 2016
Palestra/Roda de conversa: Movimento Negro em Santa Catarina: Histórias, personagens e ativismo no século XXI Novembro de 2016
Avaliação com a equipe que integrou o projeto e sistematização das atividades Dezembro de 2016 a janeiro de 2017
Redação de relatório com os resultados finais do projeto Fevereiro e Março 2017

9. FORMAS DE AVALIAÇÃO DO PROJETO PELA COORDENADORA

O projeto será avaliado processualmente pela equipe participante e realizadora considerando os objetivos propostos. Além disso, será aplicado um questionário online a estudantes, professores/as e técnicos/as administrativos/as que participarem das ações realizadas, para coletar suas percepções acerca do realizado.

10. FORMAS DE DIFUSÃO DO CONHECIMENTO GERADO

Os conhecimentos gerados pelas diferentes ações aqui propostas serão analisados à luz das teorizações dos estudos da área e farão parte de relatório e de trabalhos a serem apresentados em eventos como a SEPEX (2016), SEREM (2016), SEURS e submetidos para periódicos sobre extensão. Outras formas de difusão: redes sociais que possibilitam ampla divulgação, portal digital, instrumento de comunicação do Centro de Educação, etc. Além disso, temos inserção em vários espaços sociais como: escolas públicas, movimento negro, e órgãos de gestão pública, Fórum de Diversidade étnico-Racial de SC e ANPED, que podem fortalecer a difusão do trabalho realizado.

11. PARTICIPAÇÃO DE ESTUDANTES

O projeto está aberto à participação de estudantes de diferentes cursos, envolvendo voluntários e bolsistas. A participação destes é fundamental para o desenvolvimento das ações propostas, pois, os estudantes circulam no Campus em espaços nem sempre frequentados por professores, o que os coloca mais próximos da realidade que se pretende atingir com esse projeto. A seleção dos bolsistas seguirá as orientações previstas na Resolução sobre bolsas de extensão. Contudo, deseja-se que a/o estudante seja favorável às ações afirmativas e integre uma das categorias de cotistas da UFSC. Além disso, a experiência que temos nos possibilita afirmar que a interação das estudantes com escolas públicas e sociedade civil é de grande estímulo aos bolsistas porque proporciona que estabeleçam relação entre essas realidades, os seus cursos e suas atuações futuras como profissionais. Além disso, as atividades desenvolvidas lhes possibilitarão uma formação ampla sobre as desigualdades étnico-raciais, a história do movimento negro, a construção do conhecimento de modo coletivo, como organizar as atividades, como acolher a diferença, etc.

12. PLANO DE TRABALHO DOS(AS) BOLSISTAS

Bolsista 1 Bolsista 2 Período
Participação na oficina preparatória para bolsistas e voluntários do Projeto sobre o movimento negro em Santa Catarina Participação na oficina preparatória para bolsistas e voluntários do Projeto sobre o movimento negro em Santa Catarina Abril de 2016
Realizar contato com organizações do movimento negro

Registro fotográfico da Abertura do Projeto com Sarau Poético e Musical e Mostra Intelectuais Negros e Negras Preparar a abertura do Projeto com Sarau Poético e Musical e Mostra Intelectuais Negros e Negras Abril de 2016
Realizar levantamento, seleção e catalogação de documentos nas organizações do movimento negro Realizar levantamento, seleção e catalogação de documentos nas organizações do movimento negro Abril a junho de 2016
Digitalizar os documentos selecionados Preparação de banners sobre o projeto para apresentação na SEPEX Junho a setembro de 2016
Preparação dos documentos para a Mostra Organização do Sarau Musical Poético na SEPEX Setembro e outubro de 2016
Apresentação dos primeiros documentos na SEPEX Registro fotográfico Outubro de 2016
Registro fotográfico e fílmico da Palestra/Roda de conversa: Movimento Negro em Santa Catarina: Histórias, personagens e ativismo no século XXI Palestra/Roda de conversa: Movimento Negro em Santa Catarina: Histórias, personagens e ativismo no século XXI Novembro de 2016
Organização do acervo para divulgação digital Organização do acervo para divulgação digital Novembro e dezembro de 2016
Avaliação com a equipe que integrou o projeto e sistematização das atividades Enviar os questionários on line para avaliação e sistematizar os dados Dezembro de 2016
Redação de relatório com os resultados finais do projeto Redação de relatório com os resultados finais do projeto Janeiro e fevereiro de 2017

13. IDENTIFICAÇÃO DOS PARTICIPANTES DO PROJETO

Coordenadora: Prof. Dra. Joana Célia dos Passos – EED/PPGE/CED
Estudantes:
Ana Paula Ludwig Noronha – Matrícula: 13101499
Dandara Manoela Santos – Matrícula: 14101647
Marlene Gonçalves Lopes – Matrícula: 201407084
Nattana Marques Pires – Matrícula: 12100815
Pamela Cristina dos Santos – Matrícula: 12106383
Priscila Cristina Freitas – Matrícula: 201407089
Stela Marcia Moreira Rosa – Matrícula: 201407094

14. REFERÊNCIAS

NOGUERA, Renato. O Ensino de Filosofia e a Lei 1639. Editora Pallas, Rio de Janeiro, 2014.

BRASIL, Conselho Nacional de Educação. Resolução Nº 1, de 17 de junho de 2004.

RELATÓRIO: NEGRAS VOZES: ARTE, PRESENÇA E MEMÓRIA

05/09/2017 13:44

O NEGRAS VOZES: ARTE, PRESENÇA E MEMÓRIA, projeto do ALTERITAS – Grupo de Estudos e Pesquisas em Diferença, Arte e Educação-CED/UFSC, nasceu em 2015 de uma necessidade sentida por estudantes e professora, de possibilitar a visibilidade da presença negra intelectual e suas produções acadêmicas no âmbito do Centro de Ciências da Educação. O presente projeto tem como objetivo contribuir com a difusão da cultura afro-brasileira e africana no universo da UFSC e em escolas públicas, com o intuito de potencializar a implementação da Lei 10639/03 nos currículos. A referida Lei estabelece a obrigatoriedade da história e cultura negra nos currículos escolares, inclusive nas universidades. Além disso, o projeto se propõem a contribuir com o fortalecimento da universidade como espaço intelectual, científico, educativo e político para a modificação do padrão desigual e discriminatório das relações étnico-raciais que ainda reverberam em seu interior. A difusão da história e cultura negra será realizada por meio de mostras documentais e oficinas temáticas e sarau musical.

AS AÇÕES REALIZADAS
1- MOSTRA “NEGRAS VOZES – INTELECTUAIS NEGRAS/OS” NO COLÉGIO DE APLICAÇÃO – CA/UFSC
De 11 a 29 de abril/2016, exposição da Mostra “Intelectuais Negras/os” no Espaço Estético do Colégio de Aplicação – CA/UFSC, a participação aconteceu através de seleção via edital público, lançado pela instituição.
A abertura da exposição contou com a apresentação musical do duo “As próprias custas”, composto por Maristela Campos e Sandro Rosa, ambos professores do Colégio de Aplicação, além de uma turma de 2º ano do ensino médio junto com sua professora de Sociologia, que a partir da Mostra trabalharia temáticas pertinentes às questões raciais.

2- II SARAU POÉTICO-MUSICAL
No dia 16 de junho/2016, foi realizada a segunda edição Sarau Poético-Musical Negras Vozes que reuniu estudantes, servidores/as, técnicos/as, professores da UFSC e comunidade, no Hall do Centro de Eventos. Mantendo o objetivo de visibilizar as/os Negras/os Vozes participantes da comunidade universitária, esta edição contou entre outras/os com a participação dos técnicos administrativos Hilton e Lizandra (violão e flauta doce), da estudante Dandara Manoela e do estudante Airton, este último natural do Cabo Verde, que engrandeceu o Sarau com as canções em criolo.

3- 34º SEURS – Seminário de Extensão Universitária da Região Sul
O projeto foi selecionado via participação em edital interno da UFSC para apresentar suas atividades na 34ª edição do SEURS – “Cidadania, Democracia e Movimentos Sociais” no dia 04 de agosto, no campus do IFSC em Camboriú – Anais disponível em https://drive.google.com/file/d/0B6uO6lAgenX2Wi1NbTV2LUt3eDA/view .

4- Curso: Introdução ao Pensamento de Frantz Fanon
O estudo foi proposto pela professora Joana para refletirmos e tomarmos conhecimento sobre autores/intelectuais negros e negras, e iniciou com o tema “Introdução ao Pensamento de Frantz Fanon” – a partir da leitura das obras Os condenados da Terra e Pele Negra, Máscaras Brancas, foram realizados encontros quinzenais com debates e rodas de conversa entre os integrantes do Alteritas e estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes cursos. A horária foi de 32 horas.

5- 15ª SEPEX – Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC
O projeto esteve presente também na 15ª edição da SEPEX – “Ciência alimentando o Brasil”, no dia 21 de outubro/2016, na categoria “Apresentações Artísticas e Culturais”, com o III Sarau Poético-Musical Negras Vozes.

6- MOSTRA “NEGRAS VOZES – INTELECTUAIS NEGRAS/OS” NO 7º SLIJ – SEMINÁRIO DE LITERATURA INFANTL E INFANTO-JUVENIL
A Mostra esteve presente na ala de exposições do 7º SLIJ – “Linguagens poéticas pelas frestas do contemporâneo”, durante todo o evento que aconteceu de 26 a 28 de setembro/2016 no Centro de Convenções e Eventos.
Participaram do evento mais de mil pessoas entre pesquisadores/as e estudantes.

7- Digitalização de documentos que comporão o Acervo Digital da Resistência Negra em SC
O acervo intenta disponibilizar digitalmente documentos que registrem a memória da luta antirracista em SC para preservação da história do Movimento Negro de Santa Catarina. Grande parte dos documentos e registros dessa história se encontravam dispersos pelas organizações negras, já sofrendo ações do tempo por ausência de recursos físicos, humanos e financeiros, para manutenção e disponibilização para consulta pública. Essa situação nos motivou a construir o acervo digitalmente, junto com a Gráfica da UFSC que nos ofereceu suas digitadoras para que pudéssemos digitalizar os jornais, documentos, fotos, folders e registros. Em fase de construção de blog para disponibilizar os documentos.

8. Mesa Redonda: “Pensamento Negro no Século XXI: Por uma cultura de consciência negra na sociedade brasileira” com o prof. Dr. Amauri Mendes Pereira (UFRRJ) e o sociólogo João Carlos Nogueira (NEN).
Comentários do estudante bolsista em relação aos benefícios da participação no programa de bolsas de extensão para sua formação acadêmica.
Tive a oportunidade de chegar na universidade e ser presenteado com chance de poder participar de um grupo com pessoas tão belas, generosas, responsáveis e dispostas a ensinar os primeiros passos para a vida acadêmica. Junto com a professora e minhas colegas pude ter uma maior percepção sobre a vida acadêmica e maior acesso a informações e conhecimentos que não tive em minha vida.
Foi um período de adaptação de todas as formas, já que estava chegando na cidade e Universidade, e iniciando minha carreira acadêmica, passando por diversas dificuldades nesse meio tempo, porém tendo a compressão da professora e os demais colegas, do qual sou muito grato.
Iniciamos os trabalhos em abril com a digitalização dos documentos sobre a população negra, o que me deixou maravilhado por poder pesquisar sobre o meu povo, já que sou negro e estou em constante busca pela minha identidade étnico-racial. Realizamos o II Sarau NEGRAS VOZES em junho, que foi minha primeira participação de fato no projeto, que já era realizado antes da minha entrada, as digitalizações estavam sendo realizadas enquanto entrávamos no segundo semestre, do qual tive a primeira experiência acadêmica externa a UFSC, no SEURS, onde eu e a Ana (voluntária e ex bolsista) fomos até o IFSC – Camboriú, apresentar o nosso projeto na Semana de Extensão Universitária da Região Sul.
No segundo semestre, tivemos mais eventos e apresentações. Pude presenciar algumas bancas das quais a professora foi orientadora, em que me fizeram estar mais ciente do que tenho que construir nesses anos de graduação. A professora, com o grupo, iniciou um grupo de estudos sobre intelectuais negros, em que pude fazer parte de alguns encontros que me fizeram ter maior lucidez sobre o assunto que tanto debatemos, refletimos e lutamos, o racismo. A participação do projeto na SEPEX foi uma experiência muito gratificante para mim. E poder lidar, estudar e ajudar a construir parte da história negra, com as digitalizações, foi de extrema riqueza e gratidão.
Foi um ano muito movimentado e denso, cheio de experiências, vivências, adaptação e aprendizado. Agradeço muito por todos os momentos vividos e compartilhados. Amadurecendo dentro e fora da universidade, com todo o suporte que eu necessitava no meu primeiro ano de universidade.
Me despeço do projeto, burocraticamente, mas não me afasto das pessoas e do projeto do qual sou muito grato de ter feito parte, e gostaria de ter construído mais e melhor.
Sendo assim, sigo meu percurso, grato pelo o que aprendi aqui e desejando sucesso ao projeto e a sua caminhada.

Avaliação da orientadora sobre o desempenho do bolsista
O estudante cumpriu com as atividades estabelecidas em seu plano de trabalho.

Acervo Digital “Resistências Negras em Santa Catarina”

30/08/2017 14:36

O grupo ALTERITAS esta construindo o acervo digital “Resistências Negras em SC”, sob a coordenação da professora Dr Joana Célia dos Passos. Pedimos para que contribuam com todo e qualquer tipo de material (documentos, folders, fotografias, revistas, etc) que tenha relação com as questões raciais em Santa Catarina.

O objetivo do projeto é contribuir com a história e cultura afro-brasileira, afro-catarinense e africana, no intuito de potencializar a implementação da Lei 10639/03 nos currículos escolares e acadêmicos.

O acervo está em construção e será lançado em novembro de 2017.